A crítica está mais crítica.

As semanas de moda serviram para apresentar as tendências,ou melhor, os caminhos que a moda brasileira vai seguir na próxima estação. Mas serviram também para mostrar a evolução do jornalismo de moda no mercado nacional.Tenho a sensação de que o mercado percebeu que a critica é necessária e que nem só de confetes e purpurina a moda é construída. Há seis meses quando fazíamos entrevistas e enquetes pelo corredores da Bienal, todos os críticos de moda relatavam (note bem: “relatavam”) o que havia sido apresentado na passarela, entre tecidos, formas e conceituação. Já nessa edição, a ausência de opinião sumiu, porque quando perguntávamos sobre estilistas e desfiles, o tom era outro. Desta vez, mais maduro, seguro e com muito mais liberdade de expressão. Inúmeros fashionistas apontaram falhas, pouca evolução de alguns criadores, erros de modelagens, repetição de estampas, tudo com um discurso muito mais afiado. Quem falou sobre falhas e expectativa não atendida, falou com muita propriedade, sabia realmente do que dizia.

 

Muitos fatores contribuíram para essa evolução, uma delas foram os blogs de moda, que ganham força e espaço no mercado. A liberdade de linguagem desse meio de comunicação evoluiu e permitiu que profissionais de outros veículos assumissem um posicionamento melhor em relação às criticas.

 

Muitas marcas não estão nem aí para a imprensa especializada, como é o caso da Colcci (leia o post bem escrito pelo Luigi), prestam atenção apenas no resultado de vendas. O que é uma pena, já que é válido ouvir o que os jornalistas de moda têm a dizer sobre a proposta apresentada para a próxima estação, né?

 

Entre as entrevistas realizadas pela Catarina, Igor de Barros – da V.Rom – foi o estilista que virou alvo das criticas. Mas não foi em tom negativo não, pelo contrário, os jornalistas gostam tanto do trabalho que ele realiza, que esperavam algo de novo nessa coleção.

 

Esse momento que o jornalismo de moda atravessa, caminha em paralelo à evolução do mercado em geral. Isso é super válido,  porque se o mercado cresce, a informação tem obrigação em crescer junto.

 

Uma resposta

  1. Parabéns pelo texto,

    sou jornalista de moda e beleza, editora de um veículo online e impresso, digo que estou de acordo com você. A crítica de moda está mais afiada com mais embasamento, dou parabéns aos blogueiros que transmitiram os defiles na íntegra e com muita criatividade.

    Enfim, viva o novo modelo de jornalismo q está crescendo com os veículos online.

    Beijos

    27 de junho de 2008 às 3:28 pm

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