Internacionalização.

A palavra mais evidente durante a SPFW, sem dúvida, foi INTERNACIONALIZAÇÂO. Ela apareceu já na mesa redonda que rolou na coletiva de imprensa da SPFW e foi parar até no teto da Estação Julio Prestes, no desfile da Ellus e 2º Flor, onde em laser escreveram os valores e objetivos do grupo. Enorme estava ela lá, deixando bem claro que a holding pensa no mercado internacional para as marcas brasileiras. 

De todos estilistas que entrevistei, apenas um disse não pensar na internacionalização de sua marca: André Lima. Quando perguntei sobre essa questão, logo respondeu (todo atrapalhado) que cria moda para a mulher brasileira.  Achei uma verdadeira contradição. As formas apresentadas na passarela estão condizentes com silhueta apresentada nas passarelas internacionais, além do que é uma pena não buscar crescimento para uma marca tão linda, que agradaria o mercado internacional.

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Excesso de tecido, flores enormes e os curtos foram a aposta do estilista para o próximo inverno.

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Já Waldemar Iódice está animadíssimo com a “internacionalização” da sua marca. Ele está rindo à toa e respondeu que só agora se sente pronto para entrar nas passarelas internacionais, já que é um caminho sem volta: “Depois que vc entra no mercado, tem estar consciente de que não é apenas uma vez, e sim todo fevereiro e agosto.” Para quem não sabe, a Iódice desfila, a mesma coleção apresentada na SPFW, no dia 04 de fevereiro em NY. A coleção deve agradar em cheio nessa temporada. Feminina, com construção de tecidos, ótimo acabamento e tecnologia de ponta para estampar paetês, a marca segue firme com sua identidade e tem tudo para vender muito. 

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Jéssica Pauletto para Iódice.

Mas quem merece, e muito, ganhar o mundo com suas criações é Ronaldo Fraga. Osklen e Zoomp, nas mãos de Alexandre Herchcovitch, estão bem à frente nesse processo, com coleções trabalhadas maravilhosamente bem. Mas suas criações não têm características brasileiras. Pelo contrário, com a coleção inspirada em suas viagens pelo mundo, Oskar Metsavaht fez a Osklen ser universal. Sem raízes brasileiras, assim como a Zoomp. Ambos estão focados na internacionalização e assim criaram coleções altamente competitivas, super modernas e cosmopolitas.

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 O batalhão cosmopolita da Osklen.

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 E a silhueta longe do corpo no casado da Zoomp.

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Já a essência de Ronaldo é única, traz nossas raízes e faz com que qualquer brasileiro se identifique com suas criações. Seja pela arte, memória afetiva ou até mesmo pela trilha. A sensibilidade toca ao ser humano, o desfile foi sublime, fez todo mundo levantar e aplaudir de pé o talento de um brasileiro que traduz nossa cultura em forma de roupas. E nós, profissionais da indústria da moda e consumidores, temos que cumprir nosso papel que é torcer pelo crescimento do setor. Certo está Waldemar Iódice que diz:” Não sou eu que estou conquistando especo no mercado internacional, é a moda brasileira.”

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