Alexandre Herchcovitch vende suas marcas para holding IM

“Nem este cabide me pertence mais.” Foi com essa afirmação de Alexandre Herchcovitch que Alcino Leite, editor de moda da Folha de SP, abriu a entrevista que fez com o estilista sobre a venda de suas marcas para uma holdind. Sim, se vc não sabia ainda, Alexandre vendeu suas marcas – Herchcovitch; Alexandre e Herchcovitch Jeans – para a IM, Identidade Moda, a mesma holdind que comprou Zoomp, Zapping, Fause Haten, Cúmplice e ainda parte dos negócios da Clube Chocolate. 

A entrevista mostra que Alexandre está confiante na sua decisão. Não tinha mesmo como não estar, é o momento de transformação ( para melhor) do mercado de moda brasileiro. Deixa claro que com essa negociação as marcas entrarão em novo momento, “…vendi porque eles vão fazer uma injeção de capital que eu levaria décadas para fazer. Com isso, as duas marcas vão tomar um novo rumo, e tudo que sonhei poderei realizar a partir de agora…” Entre os planos estão a abertura de uma loja em NY, uma flagship nos Jardins, nos mesmos moldes que existe em Tóquio. (Se vc lê a Catarina, viu todo o projeto arquitetônico da loja de Tóquio em uma de nossas edições) 

Na minha opinião, a grande vantagem de Alexandre perante todos os outros estilistas brasileiros está no feeling comercial do moço. Quando o entrevistamos, perguntamos o que ainda faltava para ele como profissional, a resposta confirma isso que estou falando: “ Preciso melhorar meu lado empresarial.” Se ele precisa, imagina os outros… Além de toda a negociação que será ótima para as marcas, Alexandre fala ainda sobre a democratização que irá proporcionar com essa negociação. “Para vc ter uma idéia do que representam as mudanças, até ontem a minha coleção teria 250 itens. Quando triplica o tamanho da coleção, tudo cresce, aumenta o número de vestidos caros e o número de vestidos baratos. As pessoas vão ter mais acesso às roupas”.Ele tem razão, isso é democratização da moda. 

Movimentos de mercado como esse provam que cada vez mais o mercado está preparado para a profissionalização e que todo o glamour que tanto as pessoas deslumbradas amam, está com seus dias contados. ( ufa!) Conquista mais espaço quem arregaça as mangas e trabalha. Para quem quer apenas o glamour das passarelas, vale parar e rever seus valores no mercado de trabalho. Olha como Alexandre conclui a entrevista: “…Sinto também que meu trabalho vai triplicar e que ele está apenas começando. Acho que os 20 anos que passei construindo a marca foram apenas o ensaio de algo muito maior que vai acontecer comigo daqui para a frente.” Ele é muito bom. Concorda?!

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