Capital Fashion Week – Considerações finais

No terceiro dia do evento aconteceram mais desfiles de novos talentos, alguns, para ser bem sincera, decepcionam pela “mesmice” de sempre. Quando os eventos abrem espaço para quem está começando, pode apostar que vários irão usar o ilhós em suas criações. Não entendo o motivo disso, mas sempre acontece. Estudante de moda adora usar esse recurso. Além do Ilhós, muitos titulam suas coleções de “Memórias”, talvez por ouvirem tanto nas universidades que para criar devem buscar suas referências pessoais, assim vários recorrem à sua infância. E assim caem no lugar comum. Mas dos jovens estilistas que participaram do evento, tenho certeza de que ainda iremos ver no cenário nacional, Camila Prado. Suas criações estão prontas para serem comercializadas, com certeza venderia muito. Ou melhor, com certeza, eu compraria. rs 

Eliel Salustiano apostou na mistura de tecidos, linho com cetim, que deu muito certo. Ele sim é um novo talento, precisa ser lapidado, mas já mostrou muita personalidade e talento nas peças apresentadas em amarelo em branco. Aliás, no casting de Brasília tem modelos negras lindasssss, que no desfile do Eliel, ganharam mais detaque ainda nos looks brancos.

 

Também gostei de ver Gefferson Vila Nova, com uma coleção conceitual inspirada na Terra do Nunca, daquelas que fazem bem aos olhos (uma leve semelhança com a coleção apresentada pela marca Coca Cola,na primeira edição do SCMC. Provavelmente o estilista nunca viu, mas com certeza iria se identificar). Logo fiquei imaginando as peças em algum editorial da Catarina.

  

Penso que o estilista que entra como um novo talento em um evento grande de moda, pode e deve ousar. Fazer o que não poderá fazer no futuro, quando tiver que pensar no consumidor final, por isso gostei do desfile Sandra Lima e Camylla Portela. Elas se deram ao direito de “viajar” e fizeram uma encenação, onde criticaram a violência infantil. No inicio todos seficaram sem entender e gostar muito do que viam, mas quando os looks entraram na passarela o que vimos foram peças muito bem construídas. Eu adorei.

  

E das marcas da região, a Apoena dá um show. Linda, linda,linda. O trabalho delicado de bordado no cetim é maravilhoso, principalmente por ter cunho social. São bordadeiras da região que vivem do trabalho realizado pela marca, muito legal.

  

E para o desfile da Apoena, adivinha quem apareceu por lá? Joãozinho Trinta!!!!! Pois é, se vc acompanha esse blog, deve lembrar que escrevi sobre o nosso desejo de fazer uma matéria com ele para a próxima edição da Catarina ( caso não tenha viso, leia aqui) . Queridíssimo, já está tudo ok para a pauta. Fala se não foi uma incrível coincidência… Afinal, ele não é a Glória Maria, que bomba nos eventos de moda. Bem, infelizmente não pudemos ficar para o último dia do CFW. Voltamos no sábado pela manhã, tínhamos muitas coisas para organizar para a próxima semana. E agora vou terminar por aqui, porque ainda tenho que preparar as palestras que iremos dar essa semana. Serão três, em diferentes universidades e para diferentes cursos: moda, publicidade e jornalismo. Depois eu conto como foi cada uma delas.Beijos e ótima semana.

2 Respostas

  1. Pingback: Fashion Rio - terça feira « Overdose de Moda

  2. Murilo

    Na verdade não é bem um comentário mas sim uma pergunta. Desfilar nesses eventos em Brasília é muito difícil para iniciantes no mundo da moda? E parabéns pelo texto.Muito bem estruturado.

    12 de janeiro de 2008 às 3:02 pm

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